quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O Brasil é o quarto maior mercado automobilístico do mundo e supera a China

O Brasil é o quarto maior mercado automobilístico do mundo: o superam, China, Estados Unidos e Japão. A produção rompe uma marca após a outra, e agora mesmo, a presidente Dilma Rousseff decidiu manter, por dois meses a mais, a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados para veículos novos.

Essa medida, que fez baixar os preços e aumentar as vendas, é parte da política de estímulo ao consumo interno, determinado pelo governo, cujo objetivo é evitar um resfriamento mais acentuado da economia. As projeções iniciais indicam que, em agosto, foram vendidos 400 mil veículos foram produzidos 330 mil. A produção estimada para este ano é de uma marca de três milhões 400 mil.

No meio dessa enxurrada de números, um salta à vista: se é o quarto maior mercado mundial, os veículos brasileiros ocupam o primeiro lugar quando se trata de preços e os lucros dos fabricantes. Um mesmo veículo pode custar no Brasil até 106% mais que em França, 76 por cento mais do que nos Estados Unidos, 70 por cento mais do que no Japão e 29 por cento a mais do que na Argentina.

 

Em geral a culpa sobre o altíssimo preço que um brasileiro paga por um automóvel é imputada a carga tributária, de fato, muito elevada, a mais elevada em comparação com a Argentina, França, Estados Unidos e Japão, e o dobro da média mundial.

Mas agora surgem dados, em um estudo da consultoria IHS Automotive realizou nesses cinco países, indicando que, no Brasil, as margens de lucro dos fabricantes são, significativamente, mais elevados. Aqui, 10 por cento de um veículo são pura vitória. Nos Estados Unidos, de um a três por cento. A média mundial é de cinco por cento.

Embora o mercado brasileiro, conte com a proteção para a indústria local (os importados têm uma taxa fiscal muito maior do que os nacionais) e que tenha uma forte concentração de vendas nas quatro grandes marcas –Volkswagen, Ford, Fiat e General Motors–, o que já faria com ampla vantagem para os fabricantes, as margens de lucro são mais suculentos do que em qualquer outra parte, graças aos preços postos em prática. Na média mundial, cerca de 30 por cento dos mercados internos são controlados por marcas que concentram-se, regionalmente, caso a caso, maior poder de vendas. No Brasil, essas quatro concentram nada menos que 81 por cento do mercado.

Estimulados pela redução da carga fiscal, os brasileiros compram carros novos a crédito, pagando em até 60 meses. Com essa forte demanda, nenhum dos fabricantes, que controla o mercado tem interesse em baixar suas margens de lucro, ou seja, baixar ainda mais os preços.

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